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POSAceitar cartões de crédito e débito em um estabelecimento comercial hoje é essencial para qualquer ramo comercial. O aumento da emissão de cartões de crédito nos ultimos cinco anos foi de cerca de 95%, e a tendencia é que esse número cresça ainda mais. Hoje conhecemos duas formas de um estabelecimento aceitar cartões de crédito e débito fazendo a comunicação com as administradoras de cartões. A forma mais fácil entre os pequenos e médios comércios é o uso de equipamentos POS, que são aparelhos alugados pelas administradoras, que funcionam conectados a uma linha telefônica fazendo a comunicação e finalizando a transação financeira, esse processo todo demora cerca de um minuto, o que é considerado alto para uma loja bem movimentada. A outra forma é através do uso do TEF (transferência eletrônica de fundos), que basicamente é constituido por um aparelho chamado Pin pad que integra todas as bandeiras de cartões e repassa as informações através de um sistema de frente de caixa para efetuar as transações.

Esse sistema pode parecer muito simples e mais barato que o uso do POS, pois à partir do momento que a empresa possuísse um pin pad próprio ela deixaria de pagar o aluguel mensal das máquinas, mas é ai que muitos logistas se enganam. Para implantar um sistema de TEF em um estabelecimento comercial o logista terá outros custos que vão alem do preço da maquineta. O TEF é um software de uso obrigatório por lei para todos os estabelecimentos comerciais que utilizam impressora fiscal no caixa, ou seja, as empresas que possuirem um sistema funcionando em conjunto com uma impressora fiscal precisam imprimir o comprovante financeiro da transação no cupom fiscal da venda, para que dessa forma o fisco consiga controlar o faturamento real via cartão de crédito e débito que foi obtido pelo estabelecimento.

Para fazer o TEF funcionar, a empresa precisa de um software de frente de caixa, uma impressora fiscal, um TEF, e por último o pin pad, que seria o mais barato dessa relação. Existem dois tipos de TEF, o discado, ocupa uma linha telefônica comum enquanto faz a transação, e o dedicado, que usa uma linha de banda larga para se comunicar com as administradoras de cartão, o que reduz o tempo da transação para poucos segundos, além de não bloquear o uso da linha telefônica do estabelecimento.

O uso do TEF dedicado é mais recomendado para empresas que possuem mais caixas, ja que nesse caso a linha telefônicaTEF ficaria ocupada por muito tempo. Alguns logistas a fim de economizar centralizam os aparelhos em um local separado, mas essa prática gera desconforto ao cliente ao precisar se deslocar para efetuar o pagamento.

Somando todos os custos, chegamos à conclusão de que o TEF é um sistema viável para estabelecimentos que já possuem o caixa automatizado. Caso a empresa não possua nenhuma automação, o custo para implantação do TEF não gera em curto prazo um retorno satisfatório, pois o máximo que será reduzido será o custo do aluguel das maquinetas, que deixaria de existir, e o tempo de comunicação com as administradoras de cartão que seria menor. Vale lembrar aos logistas que usam impressora fiscal que é obrigatório o uso de TEF em seu estabelecimento, e caso você receba a visita de um fiscal, sua loja pode ser autuada por quantidade de máquinas levando em consideração todos os meses em que o aparelho foi utilizado, de acordo com o decreto 17.451/04, essa lei é valida desde 2004 em âmbito nacional.

Devido há algumas mundanças que ocorreram, agora é possível receber diversos cartões de crédito e débito utilizando apenas uma administradora de cartão. Isso acabou diminuindo os custos do logista, tanto para utilizar POS, quanto para utilizar o TEF.




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